Perdido no Espaço

Por Andrea G. Schwartz
29 de Novembro de 2006

O ano foi 1984, o local foi San Jose, Califórnia (EUA), e o passeio foi para comprar um desses novos computadores que todo mundo estava falando. O jovem infeliz que foi designado vendedor na loja de computadores naquela noite, não tinha ideia para que ele estava ali.  A seguir, uma descrição precisa do nosso diálogo:

Vendedor: Posso ajudar você?
Eu: Sim, eu estou procurando um computador para comprar.
Vendedor: Ótimo! Qual marca você está interessada?
Eu: Eu não sei.
Vendedor: Bom, para que você irá usá-lo?
Eu: Eu não sei. Para que você acha que eu deveria usá-lo?
Vendedor: (olha espantado e sem expressão)
Eu: Bem, quais computadores as outras pessoas compram?
Vendedor: Hmmmmm. Eu acho que depende de como elas planejam usá-lo, e as características que estão procurando.
Eu: Isso faz sentido.
Vendedor: Há algo em particular que você quer que o computador tenha para lhe ajudar?
Eu: Bem, eu quero um daqueles que conversa com você.
Vendedor: (olha espantado sem expressão)
Eu: Você sabe, como aqueles que são usados em Jornada nas Estrelas? Onde ele faz perguntas para o computador e coisas parecidas.
Vendedor: (percebendo que eu estava séria) Não é?
Eu: Você não assiste sempre Jornada nas Estrelas?
Vendedor: (sem palavras e desejando seu expediente terminasse)
Eu: Bem, eu acho que não estou realmente pronta para comprar um.
Vendedor: Eu penso que você está certa. Me dê licença, um pouquinho? (para nunca retornar, e esperançosamente para não se desocupar!!)

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Quantas pessoas abordam a educação da mesma maneira? Elas sabem que querem uma educação, mas não têm ideia de como a usaria. Pais podem explicar as suas crianças vezes após vezes o porquê que elas precisam tanto de boas notas para que elas possam entrar em uma boa faculdade, entretanto, se o estudante não tiver visão do futuro, logo a maior parte da conversa pode cair em ouvidos surdos.

Do momento que as crianças têm idade suficiente para ser ensinadas, a ideia do Dom que ela tem deve ser um tópico regular de discussão. Elas devem entender que parte e parcela do que elas irão terminar fazendo com suas vidas vai aparecer de onde seus interesses repousa e em que áreas elas demonstram compromisso. Tendo uma boa ideia de como elas vão usar o conhecimento adquirido de estudar matemática, história e ciências deve ajudá-los em buscar seus estudos mais de uma maneira significativa.

A primeira pergunta e resposta no Catecismo Menor de Westminster lê:

Pergunta: Qual é o fim principal do homem?

Resposta: O fim principal do homem é Glorificar a Deus e apreciar-Lo para sempre.

Crianças devem ser ensinadas enquanto elas são jovens, o chamado de estudante é a maneira em que elas podem glorificar e apreciar o Criador delas. E o tempo passado aprendendo sobre Sua criação, Sua leis imutáveis (ambas espiritual e física), junto com a maneira que Ele tem operado ao longo da história vai preparar os estudantes para a vida útil como adultos.

As Escrituras nos instrui que sem visão as pessoas perecem, mas felizes elas são quando guardam a lei. Isso é importante para inculcar em nossas crianças a necessidade de uma visão piedosa, enquanto elas passam tempo se preparando para o serviço do Senhor.

(PS.: eu eventualmente descobri o que fazer com um computador!!)

Tradução: Sara Botelho – Voluntária Educadora
Fonte Texto Original: https://chalcedon.edu/blog/lost-in-space
Fonte Imagem: https://www.pexels.com/pt-br/foto/biblia-biblioteca-conhecimento-cristandade-272337/

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Bárbara Beatriz

Cristã, casada e mãe educadora. Tenho desejado mais da vida de Cristo em mim e em minha família. Que Cristo cresça e eu diminua!

1 ComentárioDeixe um comentário

  • Realmente faz toda diferença conhecer essa verdade, é libertador e acalma o coração.Diante de uma sociedade que busca nos mostrar o tempo todo que conteúdo é essencial e que o objetivo da educação é ser bem sucedido aos olhos do mundo, que possamos escolher glorificar à Deus.

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