O que é a Lógica, e ela é perigosa?

Lógica

por nbluedorn

Lógica é o paradoxo da vida. Sim, nenhum ser racional poderia negar seu fascínio por parabolies e outras misturas da linha de raciocínio tessalônico. Ah, este tópico foi debatido entre lógicos muitas vezes ao longo do tempo. . .

Beeeep. . . tempo esgotado.

Você entendeu tudo isso? Nem eu.

Infelizmente, conhecemos muitas pessoas que acham que a lógica é: professores velhos empoeirados inventando testes de QI no qual nenhum mero mortal poderia entender. A verdade é que muitas mães e pais educadores são intimidados pela lógica. Parece muito com matemática, e eles acham que provavelmente é tão difícil quanto. Parece que é um assunto a ser abordado apenas por aqueles com QI igual ou superior á um físico nuclear.

Isso não é verdade. A lógica está em toda parte ao seu redor. Na verdade, a falta de lógica está em toda parte ao seu redor. Seu trabalho é diferencia-los. A maior parte da lógica de aprendizado é aprender como descobrir quando alguém está tentando convencê-lo a acreditar em algo que não é verdade.

Por exemplo, imagine este anúncio ilógico imaginário de TV:

Uma casca de banana jogada no chão é mostrada. Um menino de patins chega patinando e escorrega sobre a casca de banana. Uma mãe chocada vem ao resgate apenas para encontrar seu filho estirado no chão morto. A cena escurece aparecendo as palavras: “Deixe seu filho aproveitar a vida enquanto pode. . . Goma de fruity-Loop

Embora este exemplo possa parecer um pouco exagerado, não está longe das técnicas usadas nos discursos políticos, em anúncios, filmes ou em qualquer lugar onde alguém queira mudar sua opinião.

Isso pode assustá-lo, mas, às vezes, as racionalizações que as pessoas nos dão para comprar seu produto, votar em seu candidato ou fazer o que querem não são lógicas. Muitas vezes, essas “razões” são baseadas na emoção e não no pensamento claro. Um negociante de caminhões nos pressiona para comprar seu novo SUV porque parece mais forte – não porque é mais forte. O advogado da corte tenta persuadir o júri a achar que seu argumento é justo e correto – não mostrar que seu argumento é justo e correto.

Aprender a reconhecer um argumento ruim quando ele vem em sua direção e aprender como responder adequadamente é uma parte importante do significado do estudo da lógica- autodefesa.

A propaganda é usada por pessoas que querem nos enganar, manipulando nossas emoções e desinformando nossas mentes. Portanto, a propaganda tenta nos motivar a concordar com algo sem pensar primeiro.

A propaganda está em todo lugar. Hoje não podemos mastigar um chiclete sem ter nossas emoções manipuladas por uma técnica de propaganda ou outra. Observe este exemplo de propaganda neste simulado de comercial de TV:

Um adolescente de aparência desolada caminha por uma rua. De repente, ele vê um chiclete na calçada. Ele pega e coloca na boca. Do nada, um pianista com uma banda inteira e um coro aparece cantando uma canção otimista sobre obedecer seus sentimentos. A tela diz: “Você precisa de uma mudança. . . Goma de Fruity- Loop.

Você notou que este anúncio não diz nada sobre o gosto da Goma de Fruity- Loop? Tudo o que dá é uma impressão sobre a vida maravilhosa que você terá se mastigar a Goma de Fruity-Loop. Este anúncio usa a técnica de propaganda chamada transferência.

Os anunciantes usam a transferência quando mostram uma imagem de algo que você gosta (uma banda tocando música) e, ao mesmo tempo, mostram uma foto do produto deles (o chiclete) com a esperança de transferir seus bons sentimentos um para o outro. “Ei, essa é uma música legal; ei, um pouco de goma; essa goma deve ter gosto de sons musicais”. Claro que isso é ilógico, mas vende chiclete.

Por vezes, os anúncios de cigarro apresentam cowboys durões andando em terrenos sinuosos. Esses anúncios são exemplos de transferência, embora muitas vezes não mostrem os cowboys fumando. O anunciante quer que você sinta que, se você fumar sua marca, será durão e nobre, conseguirá andar a cavalo, acampar na selva e cultivar couro.

Os anunciantes também usam a transferência quando uma celebridade famosa promove um produto não relacionado à sua fama. Michael Jordan sendo destaque nos comerciais do McDonalds é uma tentativa de transferência. Michael Jordan não é especialista em hambúrgueres, mas o anunciante espera que,  mais tarde quando virmos a placa do McDonald, pensemos em nosso herói esportivo e transferimos nossa dedicação dele para a lanchonete de hambúrgueres. No entanto, um anunciante não está usando a transferência quando o herói esportivo está promovendo um produto no qual ele pode realmente dar uma opinião de especialista. Se Michael Jordan promover tênis de basquete, podemos supor com mais certeza que ele sabe do que está falando.

A transferência também pode nos dar sentimentos negativos. Note-os no seguinte exemplo:

Um comercial começa com uma sequência rápida de cenas com imagens distorcidas do Candidato B filmado em um dia chuvoso e com música discordante sendo tocanda no fundo. Cortando bruscamente aquelas imagens para uma imagem limpa e nítida do Candidato A conversando com as crianças em uma sala de aula. Uma banda toca música de marcha. Uma voz diz: “Um voto para o Candidato A é um voto para o futuro”.

Quando as pessoas vêem imagens distorcidas e ouvem músicas desagradáveis, elas se sentem desconfortáveis. Elas associam o sentimento com o que viram. Se um anunciante puder nos fazer sentir desconfortáveis ​​sempre que pensarmos no Candidato B, provavelmente não teremos vontade de votar nele no dia da eleição.

Então, há um pouco de lógica para você – propaganda e técnica de transferência. Veja, não foi tão ruim assim, foi? A propaganda é na verdade apenas uma pequena parte da lógica. Existem outras áreas da lógica que poderiam ser exploradas, como falácias, silogismos, lógica indutiva e dedutiva, e os Desenhos de Dilbert (Cartonista Americano que escreve tirinhas de humor sobre escritório e colarinho branco). Mas vamos deixar isso para outro dia.

Fonte em inglês – http://bit.ly/2UY0GHS

Tradução: Alessandra Martins – mãe educadora

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Emerson Almeida

Cristão Reformado, membro da Igreja Protestante Reformada em Joinville (SC), casado com Vanessa Almeida e pai do Eric.

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